Faço música entre mundos — entre culturas, entre linguagens, entre o acústico e o processado.
Sou guitarrista, compositor e performer. O meu trabalho cruza a guitarra eléctrica e a electrónica em tempo real com pesquisa artística, improvisação e encontros entre mundos musicais muito diferentes. Do fado à música mandinga, da música contemporânea à improvisação, da partitura ao algoritmo — o que me interessa é o que acontece quando estas linguagens se encontram.
Nos últimos anos tenho desenvolvido projectos próprios como o PELE, um concerto a solo para guitarra eléctrica e live electronics, o Bissau-Lisboa, um trio sobre o encontro entre Portugal e a Guiné-Bissau, e o Electroville Jukebox, ensemble que fundei em 2018, uma banda de repertório contemporâneo português na fronteira entre a música escrita e a improvisada. Colaboro regularmente com criadores de dança, teatro e artes visuais, e fiz o mestrado em Acoustics and Music Technology pela University of Edinburgh.